- introdução
- conceitos (você está aqui, leia os artigos anteriores)
- sofrimento
- circustâncias
- felicidade
Precisamos desconstruir alguns conceitos antes de continuarmos a meditar sobre a questão da felicidade e do sofrimento. Sei que isso vai parece muito foucaultiano e relativista, mas a intenção é mergulhar na construção desses conceitos e como isso influenciou o engano de que ser feliz é ausência de sofrimento.
Usaremos a Wikipédia, um espaço colaborativo onde todas as pessoas podem criar, editar e ampliar artigos sobre o que quiserem, desde receita de rapadura a questão do armamento atômico.
A wikipédia, assim como as pessoas, confundem alegria, felicidade, e tantos sentimentos num conceito só, a alegria:
Alegria, prazer, júbilo, contentamento ou felicidade representa um sentimento humano de bem-estar, euforia, empolgação, paz interna. O oposto de alegria é tristeza.
Se felicidade for igual a alegria e que é antônimo de tristeza, então ninguém é feliz.
Me aponte um único homem, mulher, menino ou velho que não tenha tristezas e eu lhe mostrarei um alienígena.
Não há uma cultura ou geração humana que não tenha se debatido sobre a questão do sofrimento e da miséria humana. Afinal, que estado é esse que nossa espécie está continuamente incontente, intranquila, iquieta e outros i+”adjetivo”?
Por mais variadas que existam, sempre se chegam a mais ou menos dois polos de respostas:
- materialista: “estamos sós no universo e o sofrimento não tem razão nenhuma”
- deísta “existe uma força maior e o sofrimento parte do plano dela”.
No século passado, houve duas tentativas de achar essa resposta que me chama a atenção, não por serem as melhores, mas por serem as que tive contato.
- Friedrich Nietzsche, filósofo da corrente existencialista, famoso pela máxima “Deus está morto”, diz que o sofrimento está na fraqueza do homem de criar um Deus para suprir seus medos e acabam mutilando sua capacidade de ser o que é naturalmente, o super-homem (Übermensch, ou Homos Superior)
- C.S. Lewis, profressor de Cambrigde e anteriormente um ateu, Lewis concorda com o pensamento cristão que os homens estranham o sofrimento por que Deus os havia desenhados para uma vida feliz e plena de felicidade. Mas a rejeição humana de viver de acordo com esses padrões nos separou de Deus e do seu projeto de felicidade.
Negar a realidade do sofrimento (qualquer que seja sua opinião sobre a origem dele) é tolice. Ele continuará lá e continuará a ser algo assutador e indesejável. Por isso, se felicidade for ausência de sofrimento, ninguém nesse mundo pode ou será feliz.
Elas serão meus próximos tópicos sobre o tema:
- Sofrimento é causa do erro,
sempre estará presente nas nossas vidas terrenas - Felicidade não é um estado de espírito,
que pode mudar com as circustâncias - Felicidade é algo eterno,
projetado por Deus
Escrito por gleidsonlm